Canal Voz de Angola - 113 Socorre-nos!

Alô 113 socorra-me por favor! Sou um cidadão açoitado que acredita nos vossos serviços e na vossa eficácia em solucionar condutas desviantes nesta metrópole da penumbra. Sendo hoje sexta-feira dia treze comecei a presumir um dia de infortúnios e assim foi.

POR GEOVANI DALA

- Deixa-me narrar um minguado da minha amargurada epopeia onde os protagonistas foram alguns agentes da vossa corporação:

- Enquanto saia do trabalho para faculdade um dos vossos agentes de trânsito intimou-me e pediu-me a comprovação do carro, depois a carta de condução, taxa de circulação, seguro, colete e reflector. Colaborei para agilizar o seu trabalho. Como não tinha mais nada para me pedir, inventou uma estória estranha só para conseguir arrancar de mim alguns valores. Porém, acredito que é daqueles que interpretou mal a teoria do cabrito come onde está amarrado.

Estava deskwanzado, supliquei e mostrei-lhe a deontologia profissional de um agente regularizador achou-me como intruso e disse-me que estava a faltar ao respeito.

- Naquela altura diabo foi surdo deus me ouviu. Depois de duas horas entregou-me a documentação, por volta das vinte duas horas enquanto retornava para residência bem na minha artéria, deparou-me novamente com um carro patrulha. Iluminaram os máximos e tive que parar.

- Um dos agentes da ordem pública desceu e me pediu para se identificar. Fi-lo. Basculharam-me o carro até nas minhas algibeiras eles puseram as mãos. Um deles na mão tinha um pacote de papel disse que me pertencia e que eu era fumador de liamba. Por este motivo tinha que acompanha-los, se eu não quisesse tinha que presentear com algum estímulo caso contrario deter-me-iam por uso de estupefaciente.

- 113, me permita fazer algumas questões. Por favor!

- Qual é o vosso papel na sociedade? Ouvi dizer que a palavra polícia está ligada á ideia de cidade como conjunto de cidadãos organizados. É á arte de governar estes aglomerados cumpridores da lei. Aristóteles dizia que a polícia significava um conjunto de leis e regulamentos respeitantes á administração das cidades e á ordem pública responsáveis pela aplicação da lei. - É mesmo isso?!

- Será que vocês têm assegurado de que os seus agentes são suficientemente representativos nos nossos bairros? 

- Ouvi dizer que o vosso papel é conhecer as necessidades, as expectativas do público e saber como lhes dar resposta, mais vejo que não tem acontecido e a população está desesperada!

- Ouvi dizer também que vocês previnam as infracções e caso elas sejam cometidas, descobrir os seus actores. Mas alguns cidadãos dizem isto apenas canta nos ouvidos não passa de um bom discurso...

- Ouvir dizer ainda que vocês também têm como missão manter a ordem pública, mas como é possível terem agentes com condutas desviantes que visam manchar o vosso bom nome?!

- A população deseja que esses objectivos sejam alcançados de maneira lícita e humana, mas muitos fazem o contrário!

- 113, por favor! Já há tempo que sonhei que vivia numa sociedade onde o agente de trânsito não faz seu ordenado espoliando o mísero taxista, onde o agente da ordem pública não mostra arrogância para com o cidadão. Mas é pacífico, educado e um óptimo exemplo. Interferindo o mais rápido possível para aquele citadino que está sendo arruinado pelos delinquentes. Onde o perverso não é amigo do polícia e muito menos vivifica nas práticas ilícitas…

- 113, me desculpem se desconsiderei. Mas é a confissão de um citadino cansado e hostilizado que acredita na vossa competência e responsabilidade e que tem como objectivo ver a nossa polícia a ser uma das melhores do mundo.

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Last modified on Terça, 28 Novembro 2017 11:13
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