"Combate efectivo à corrupção em angola resultará em mais investimento privado norte-americano"

Regressou a Angola em 2014 para chefiar a representação dos EUA no País onde viveu parte da sua infância. Na despedida, em entrevista ao Expansão via e-mail, fala das relações entre Luanda e Washington no período de crise e deixa recados a JLo.

Ajudar na diversificação da economia e reforçar as relações bilaterais estava entre os objectivos definidos quando chegou. A missão foi cumprida?

As nossas relações estão reforçadas e amadurecidas. Penso que com o novo Governo temos novas aberturas. É preciso reforçar o nosso trabalho para abrir a economia ao investimento doméstico e internacional. Reconheço que não assisti a uma elevada entrada de empresas dos Estados Unidos em Angola, tal como eu pretendia desde a minha chegada, porque não se registaram muitos progressos no clima de investimento em Angola. Contudo, estou encorajada pelo compromisso do novo Presidente, João Lourenço, de combater a corrupção. Acredito que um combate efectivo à corrupção e maior transparência resultará num investimento mais robusto do sector privado dos Estados Unidos em Angola.

Que balanço é que faz do seu papel enquanto embaixadora em Angola?

Penso que o diálogo estratégico entre os EUA e Angola está para ficar. Aqui trabalhámos em vários campos concretos, como a política, economia, energia, segurança, e saúde. Por isso, estamos a trabalhar em linha com a estratégia de desenvolvimento de Angola.

As autoridades angolanas colocam sempre os EUA entre os parceiros estratégicos. E os EUA como vêem Angola?

Os Estados Unidos vêem Angola como parceiro essencial no continente africano. Como um dos três parceiros estratégicos dos EUA em África, Angola desempenha um papel importante em questões de segurança regional, particularmente na região dos Grandes Lagos. Continua a ser uma força estabilizadora na região e tem sido uma força positiva para manter diálogos regionais que diminuem o risco de novos conflitos. Angola também é um País importante para os negócios dos EUA, principalmente no sector de petróleo e gás. Embora Angola esteja a passar por uma crise económica, o País ainda possui um grande potencial de crescimento e investimentos futuros. Por conseguinte, continuamos a incentivar o Governo de Angola a tomar medidas concretas para abrir a economia aos investidores estrangeiros e melhorar o clima de negócios do País, que ainda é baixo em África. 

(Leia o artigo na integra na edição 449 do Expansão, de sexta-feira 24 de Novembro de 2017, em papel)

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Last modified on Sábado, 25 Novembro 2017 09:45
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