Canal Voz de Angola - Câmbio oficial e paralelo poderão convergir nos próximos meses

Câmbio oficial e paralelo poderão convergir nos próximos meses

O Executivo prevê, nos próximos meses, a convergência da taxa de câmbio prevalecente no mercado oficial e a do mercado paralelo e vê nessa convergência enormes vantagens para a economia nacional.

As taxas de inflação têm vindo a diminuir e a diferença entre a taxa de câmbio oficial e do mercado paralelo tem conhecido uma queda já assinalável, ressaltou esta terça-feira, em Luanda, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.

Ao falar no acto de apresentação do Plano de Desenvolvimento Nacional (PND) 2018-2022, aos deputados à Assembleia Nacional, fez saber que em Janeiro do ano em curso a diferença entre a taxa de câmbio oficial e a prevalecente no mercado paralelo era de 150%, mas agora está a volta de 20%.

O objectivo do Executivo, segundo Manuel Nunes Júnior, é atingir a convergência dos dois mercados nos próximos meses.

Segundo Manuel Nunes Júnior, as taxas de inflação também estão a baixar. A projecção para este ano, segundo a fonte, é de uma taxa acumulada inferior a 20%, muito abaixo dos 28,8% previstos no Orçamento Geral de Estado (OGE) 2018.

Com a aprovação do Plano de Desenvolvimento de Angola para o período 2018-2022 este passa a ser o principal documento de planeamento e de orientação de toda a acção do Executivo.

Com base neste instrumento, passarão a ser elaborados os orçamentos – programa, isto é, os orçamentos do Estado estarão baseados nos 83 programas previstos no Plano de Desenvolvimento Nacional, sendo que o OGE 2019 foi já elaborado na base de um orçamento programa.

Segundo o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, num orçamento deste tipo, nenhum projecto ou actividade é inserido no mesmo se não estiver enquadrado dos Programas do Plano de Desenvolvimento Nacional.

Com esse pressuposto, aferiu, assegura-se uma governação mais focada, mais disciplinada, mais eficiente no que se refere a utilização dos recursos e mais eficaz no que respeita ao alcance dos resultados pretendidos.

A estabilização macroeconómica constitui um dos grandes objectivos a alcançar no âmbito do PDN.

Manuel Nunes Júnior ressalta que a estabilização macroeconómica constitui um meio necessário para aumentar a produção nacional, tornar os empresários mais fortes e competitivos, promover as exportações fora do sector petrolífero e substituir as importações.

Para si, o aumento da produção nacional e a diversificação da economia são um imperativo nacional. “Se não tivermos uma economia forte, sustentada e diversificada não conseguiremos resolver os sérios problemas sociais do país, tal como o desemprego, a fome e a miséria”, referiu.

Lembrou, por outro lado, que os dois primeiros trimestres do ano de 2018 constituíram um período de preparação do novo ciclo político e de governação para os próximos quatro anos.

Com efeito, para balizar e conformar a acção do Executivo no período anterior à aprovação do PDN que só ocorreu em Maio de 2018, foi aprovado em Outubro de 2017 o Plano Intercalar que abarcou o período de Outubro de 2017 a Março de 2018.

No âmbito deste Plano Intercalar iniciou-se em Janeiro do corrente ano a implementação do Programa de Estabilização Macroeconómica, com vista a fazer face aos graves desequilíbrios internos e externos derivados da queda do preço do petróleo no mercado internacional que se verificou a partir de meados de 2014.

Segundo Manuel Nunes Júnior, este programa tem sido implementado com sucesso, com resultados visíveis no que respeita a diminuição das taxas de inflação e da diminuição do gap entre a taxa de câmbio no mercado oficial evidenciada pelo mercado paralelo.

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Last modified on Sexta, 02 Novembro 2018 15:35
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