Canal Voz de Angola - MPLA encoraja Governo a continuar a combater corrupção e impunidade

MPLA encoraja Governo a continuar a combater corrupção e impunidade

O MPLA, no poder em Angola, encorajou hoje o executivo angolano no combate contra a corrupção, impunidade, bajulação, nepotismo e branqueamento de capitais que têm causado prejuízos ao Estado e ao partido.

O apelo foi feito pela vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Luísa Damião, ao presidir à principal cerimónia das comemorações do 62.º aniversário da fundação do partido, que decorreu em Waco Cungo, na província do Cuanza Sul.

"É nossa tarefa apoiar o executivo na construção de uma Angola próspera, cada vez mais democrática, solidária e inclusiva, onde o mais importante continua a ser a resolução dos problemas do povo, a implementação de políticas públicas, que correspondam aos anseios e expectativas dos cidadãos, o que passa por uma aposta na melhoria das condições de vida dos cidadãos", afirmou Luísa Damião.

A vice-presidente do MPLA reiterou que, nesse sentido, os titulares de cargos de responsabilidade política no partido e no Estado "devem ser os primeiros detentores de atitudes que dignificam o 'M'" e Angola, através de "um comportamento exemplar".

Após referências históricas sobre o caminho percorrido pelo MPLA desde 1956, em que saudou todos os responsáveis pelo então movimento que combateu o regime colonial português, Luísa Damião regressou à atualidade, para manifestar o apoio do agora partido às operações "Transparência" e "Resgate", em curso no país.

"Devemos apoiar e encorajar o executivo a prosseguir com a 'Operação Transparência', que visa combater a imigração ilegal e exploração ilícita de diamantes e à defesa da soberania nacional e proteção dos recursos minerais, e a 'Operação Resgate', que visa combater as atividades que provocam a desorganização dos centros urbanos com atos de vandalismo que prejudicam a segurança, a ordem e a saúde pública, bem como os bens patrimoniais do Estado", sublinhou.

Para que as operações atinjam os objetivos, prosseguiu, "os militantes, simpatizantes, amigos do MPLA e a sociedade civil devem desempenhar o papel de fiscalizador ativo.

Luísa Damião lembrou, por outro lado, que, na segunda-feira, celebra-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos, "ocasião propícia" para se fazer "uma reflexão sobre os casos cada vez mais crescentes e graves de violência" que se registam na sociedade angolana, "onde as mulheres e crianças são as principais vítimas".

"O respeito pelos direitos humanos passa pela educação dos cidadãos e a elevação da sua cultura jurídica. Gostaria de lembrar que a violência doméstica é um crime público e todos nós devemos denunciar os casos que ocorrem na nossa comunidade", referiu, defendendo que há necessidade de se refletir sobre a pertinência de se proceder a alterações na Lei contra a Violência Doméstica.

"A sociedade está chocada com os recentes casos, em que mulheres sofreram violência dos seus parceiros, onde uma delas foi assassinada e colocada numa fossa. Precisamos de paz no seio das nossas famílias. Acabemos com a violência no seio das famílias. Temos que refletir sobre a pertinência da alteração da Lei contra a Violência Doméstica, para torná-la mais severa e punir os prevaricadores" acrescentou.

Sobre a vida do partido, e tendo como pano de fundo as eleições autárquicas previstas para 2020, Luísa Damião pediu "coesão e unidade", ao mesmo tempo que deve manter uma "contínua renovação", adaptando-se, sempre, "às condições das várias fases e etapas da luta do povo angolano".

"Para que o MPLA esteja à altura dos novos desafios, é fundamental que os dirigentes e os militantes do partido dediquem especial atenção ao trabalho político-partidário, o que passa pelo fortalecimento da sua organização e funcionamento, em todos os níveis e escalões. Nenhum partido nasce pronto e acabado", sustentou.

Desde a declaração da independência, em 11 de novembro de 1975, que Angola é liderada pelo MPLA, de onde saíram todos os Presidentes do país - António Agostinho Neto (1975/79), José Eduardo dos Santos (1979/2017) e João Lourenço (desde setembro de 2017), que não participou hoje na cerimónia.

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