Voz de Angola - Mais de 630 milhões de pessoas utilizaram transportes públicos em Angola desde 2008

Mais de 630 milhões de pessoas utilizaram transportes públicos em Angola desde 2008

Mais de 630 milhões de passageiros utilizaram a rede pública de transportes em Angola nos últimos dez anos, período em que foram igualmente reabilitadas e construídas 152 estações ferroviárias e adquiridos 6.870 autocarros de passageiros, informou o Governo.

Os números sobre os passageiros transportados entre 2008 e o primeiro trimestre de 2018 foram apresentados na terça-feira, em Luanda, pelo Ministério dos Transportes de Angola.

De acordo com a diretora do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério dos Transportes, Teresa Muro, foram ainda transportadas mais de 137 milhões de toneladas de produtos diversos no mesmo período.

No ramo dos transportes rodoviários, explicou a responsável, foram elaborados nos últimos dez anos 19 estudos sobre o Plano Nacional de Transportes Públicos Coletivos Urbanos Regulares de Passageiros em todas as províncias de Angola.

Quanto ao ramo ferroviário, adiantou, três caminhos-de-ferro - Luanda, Benguela e Moçâmedes - foram reabilitados, num total de 2.720 quilómetros, além de construídos três centros de formação ferroviária nas províncias do Bengo, Huambo e Huíla. Em simultâneo, foram ainda reabilitados os portos do Lobito, Cabinda, Namibe e Soyo, no ramo marítimo/portuário.

Em relação ao ramo dos transportes aéreos, Teresa Muro deu a conhecer que foram emitidos certificados para 13 operadores aéreos nacionais, para voos domésticos, mas também reabilitados, requalificados e modernizados 15 aeroportos e construídos dois novos aeroportos.

Durante a sua intervenção, a diretora do GEPE do Ministério dos Transportes informou igualmente que só desde o primeiro trimestre deste ano, Angola recebeu 352 autocarros dos 1.500 que pretende adquirir para o Programa de Transporte Escolar.

O setor angolano dos transportes conta com nove serviços de apoio técnico e três de apoio instrumental, sete institutos, dos quais quatro com autonomia financeira, catorze empresas e opera nos ramos rodoviário, ferroviário, marítimo/portuário e aéreo.

A insuficiência de técnicos qualificados em todas as áreas, instalações e equipamentos inadequados para o exercício das funções e o incumprimento da legislação relativa à contratação pública foram apontados como alguns dos constrangimentos registados nos institutos tutelados por aquele ministério.

Já a nível das empresas do setor foram apontadas pela responsável a "inexistência de contratos-programa, o excedente de trabalhadores, a falta de gestão profissional e foco empresarial, a baixa rentabilidade" como os principais constrangimentos.

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Last modified on Quarta, 09 Maio 2018 11:13
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