PGR afasta motivação profissional na morte de funcionário

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afastou a presunção de que a morte do seu funcionário Lucas Chivukuvuku, ocorrida na noite de quinta-feira (5), tenha como motivação uma eventual perseguição por razões profissionais.

Segundo o vice-procurador Geral da República, Mota Liz, que falava hoje (quarta-feira), em conferência de imprensa, Lucas Chivukuvuku teve morte “traumática imediata”.

Ao citar o relatório da autópsia, Mota Liz afirmou tratar-se “de uma morte violenta devido ao traumatismo crânio-facial severo, com fracturas da base do crânio e contusão encefálica, sendo a causa directa da morte a lesão dos centros nervosos vitais”.

Acrescentou que o “quadro de lesões permite afirmar que a vítima tinha exposto o plano anterior e superior do corpo ao objecto ou veículo impactante, em caso de ser um veículo, este devia ser de grande porte e com a parte frontal plana”.

“Não obstante preferimos afirmar que se trata de uma morte por investigar mais”, conclui o relatório.

Sobre as circunstâncias do acidente, a PGR referiu que o motorista perdeu o controlo da viatura, embateu num lancil e rodopiou com o carro.

Nesta altura, segundo a PRG, alguém da viatura abre o vidro e tenta saltar e de seguida o carro virou-se sobre o corpo, tendo morte imediata.

Polícia diz que foi acidente de viação

Ainda sobre este caso, a Polí­cia Nacional (PN) desmentiu, em nota divulgada a 08 deste mês, a informação de que Lucas Chivukuvuku tenha sido vítima de assassinato e esclareceu que o mesmo morreu na sequência de acidente de viação, causado por um motorista de táxi alcoolizado e que já está detido.

A PN referiu que Lucas Chivukuvuku, de 32 anos, morreu num despiste e "consequente tombamento" de uma carrinha Toyota Hiace, de cor azul e branca.

Deste modo, as autoridades desmentem a informação posta a circular nas redes sociais, segundo a qual teria sido assassinado, alegadamente por estar a investigar casos de corrupção envolvendo altas figuras da sociedade angolana.

Rate this item
(0 votes)
. .
.
.