A política externa angolana atravessa uma profunda transformação sob a liderança do Presidente João Lourenço, marcada pelo afastamento progressivo de parceiros tradicionais como Portugal e a Rússia e pela aproximação a novas potências europeias. A análise é do investigador Rui Verde, que considera que Angola está a redesenhar o seu posicionamento internacional e a reduzir o peso das relações históricas que marcaram as últimas décadas.
O ex-primeiro ministro português Durão Barroso disse hoje, em Luanda, que houve potências que pretendiam dividir Angola na década de 90, realçando que os Acordos de Bicesse garantiram a unidade do Estado angolano, "apesar de todos os problemas".
De acordo com o Anuário de Estatísticas do Comércio Externo 2025,o valor das importações angolanas provenientes de Portugal totalizou 1,5 biliões de kwanzas (cerca de 1.415 milhões de euros), contra 1,2 biliões de kwanzas (cerca de 1.172 milhões de euros) em 2024.
O MPLA voltou a responder a André Ventura numa polémica que se prolonga há quase uma semana: "Para um líder populista é absolutamente trivial, ataca tudo e todos e atacar Angola e a sua classe dirigente dá muitos votos".
O ex-ministro da Economia António Costa Silva disse à Lusa que Angola precisa de “uma reforma ética e institucional” para “reganhar a confiança do povo angolano” depois de décadas de corrupção no país.
O cônsul honorário de Angola em Portugal, António Cunha, admitiu hoje que muitos angolanos estão preocupados com a aprovação da nova Lei dos Estrangeiros, mas pediu-lhes que encarem este assunto “com serenidade”.
O secretário-geral do PS admitiu hoje que o adiamento do debate sobre a lei da nacionalidade "dá mais tempo para discutir" o assunto, insistindo que a legislação deve refletir as relações privilegiadas com os países lusófonos, sobretudo Angola.
A Iniciativa Liberal (IL) quer que o Governo acompanhe a situação dos direitos humanos em Angola e que manifeste preocupação quanto a recentes detenções no país.
O Presidente angolano anunciou esta sexta-feira que o seu país vai condecorar personalidades portuguesas nos 50 anos da independência, que se assinalam este ano, afirmando que a amizade entre os dois países é boa, mas precisa de ser alimentada.
O músico Bonga, que receberá este ano uma condecoração oficial, considera que Angola devia “recuar para melhor avançar” e, nesse caminho, não contar “com os mesmos”, mas “com outros que tenham têmpera” e que recuperem “o angolano de ontem”.