A UNITA, maior partido da oposição, anunciou esta Quinta-feira que apresentou queixa-crime contra as chefias policiais e o governador da província do Uíge, pelo alegado ataque aos seus militantes, a 8 de Agosto.
A Polícia Nacional criticou, esta Quinta-feira, as tentativas deliberadas de formações políticas e organizações da sociedade civil de descredibilização da sua imagem e reputação institucional, na sequência do incidente registado com a UNITA, na província do Uíge.
O grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição angolana, defendeu hoje que o novo ciclo político e eleitoral que se aproxima não deve ser encarado como uma ameaça, mas uma oportunidade para o país renovar a esperança.
O lider do grupo parlamentar do MPLA, partido maioritário, considerou hoje que a Polícia Nacional angolana teve de agir para impor a ordem, durante uma iniciativa política que militantes da UNITA, oposição, pretendiam realizar na província do Uije.
A UNITA indicou os quatro representantes que irão integrar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), entre os quais o jornalista e jurista angolano William Tonet, numa decisão que encerra meses de expectativa em torno dos nomes que o principal partido da oposição pretendia indicar para ocupar os lugares que lhe estão reservados no órgão responsável pela administração eleitoral em Angola.
O parlamento angolano reprovou hoje o pedido do grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição, de um voto de protesto contra o incidente no sábado, na província Uíje, contra os seus militantes e que afetou também deputados.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu a responsabilização dos envolvidos nos incidentes registados no último fim-de-semana na província do Uíge, que provocaram pelo menos 31 feridos, dez dos quais em estado grave.
Analistas angolanos consideraram reprovável a intervenção violenta da polícia junto à sede da UNITA, sábado, na província do Uije, ato que, disseram em declarações à Lusa, põe em causa a cultura democrática que o país vem a consolidar.
O antigo primeiro-ministro de Angola e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, criticou a forma como, segundo considera, alguns sectores políticos do país continuam a encarar a disputa pelo poder, acusando-os de alimentar uma espécie de “xenofobia política” que, na sua perspectiva, ultrapassa as fronteiras partidárias e se manifesta também no interior do próprio MPLA.
O PRA JA Servir Angola manifestou hoje “total solidariedade” à UNITA e considerou preocupante a atuação da polícia no Uíge, que no sábado impediu um comício do maior partido da oposição em homenagem ao fundador Jonas Savimbi.