Analistas angolanos consideraram reprovável a intervenção violenta da polícia junto à sede da UNITA, sábado, na província do Uije, ato que, disseram em declarações à Lusa, põe em causa a cultura democrática que o país vem a consolidar.
O antigo primeiro-ministro de Angola e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, criticou a forma como, segundo considera, alguns sectores políticos do país continuam a encarar a disputa pelo poder, acusando-os de alimentar uma espécie de “xenofobia política” que, na sua perspectiva, ultrapassa as fronteiras partidárias e se manifesta também no interior do próprio MPLA.
O PRA JA Servir Angola manifestou hoje “total solidariedade” à UNITA e considerou preocupante a atuação da polícia no Uíge, que no sábado impediu um comício do maior partido da oposição em homenagem ao fundador Jonas Savimbi.
A UNITA acusou hoje a Polícia Nacional de atentar contra um dirigente e de cercar a sede do partido no Uíge, num incidente que fez pelo menos dois feridos, prometendo não voltar a apelar à serenidade da população.
O Grupo Parlamentar da UNITA anunciou que vai propor à Assembleia Nacional a criação de uma comissão de inquérito e a realização de audições parlamentares para apurar as causas do apagão generalizado que afectou os serviços de telecomunicações da UNITEL nos dias 28 e 29 de Julho.
O grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição angolana, instou hoje o Governo a publicar integralmente os contratos de privatização, considerando que o programa “se tem revelado um foco de corrupção e compadrio”.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, encontra-se em missão oficial de trabalho nos Estados Unidos da América desde quarta-feira, 24, onde tem cumprido uma agenda diplomática centrada no reforço das relações institucionais e na preparação do processo eleitoral angolano previsto para 2027.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou esta quarta-feira que Angola continua dependente de um modelo económico excessivamente assente no petróleo, na dívida pública e na concentração de recursos nas mãos do Estado, defendendo a implementação de reformas estruturais capazes de promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, voltou a defender a mobilização cívica dos cidadãos angolanos como elemento central para impulsionar uma mudança política no país, numa mensagem publicada nas redes sociais em que apelou ao envolvimento activo da população até às próximas eleições.
A UNITA (oposição) estimou hoje que o Governo angolano beneficiou de ganhos petroliferos brutos adicionais de mais de 10 mil milhões de dólares, entre 2024 e 2026, e pediu um debate parlamentar "urgente" sobre o seu impacto nas famílias.