O parlamento angolano aprovou hoje a composição dos órgãos municipais da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que passarão a ser compostos por 11 membros, sendo seis do MPLA (poder) e dois da UNITA (oposição), que contestou a deliberação.
A UNITA, maior partido da oposição, mantém o impasse sobre a indicação dos seus comissários para a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), aguardando por uma decisão final do Tribunal Constitucional (TC) após ter recorrido de decisões anteriores que considerou ilegais.
A UNITA considera que o problema da alegada manipulação das eleições em Angola não está ligado à empresa espanhola INDRA, recentemente seleccionada para fornecer soluções tecnológicas nas eleições gerais previstas para 2027, mas sim àquilo que classifica como a “natureza golpista” do regime político do MPLA.
Segundo o porta-voz da CNE, Manuel Camaty, hoje designado para o cargo, a CNE lançou, no final do ano passado, dez concursos públicos para a contratação de bens e serviços para as eleições gerais do próximo ano.
Vários participantes, entre políticos e a sociedade civil, no coloquio "o Cidadão e as Eleições", promovido esta terça-feira, 27, em Luanda, pela Universidade Agostinho Neto, defenderam que os cidadãos devem poder usar o BI ou o Cartão de Eleitor nas eleições de 2027 para baixar abstenção. Questão da acta-síntese nos locais de voto também gerou debate.