Regime político de Jlo transformado numa grande decepção para o povo angolano

A liderança de JLO está longe de fortificar as bases políticas do Partido no poder, é enganador quando há quem acredite que JLO está a fortificar o regime do MPLA no seu contexto político e ideológico, pela ironia do destino, o regime de JLO tem um efeito antagónico, em vez de manter o MPLA forte, fez – lo mais fraco que nunca.

Diria, inclusivamente, de que o regime de JLO não tem pendor algum estratégico nos termos da acção política, antes pelo contrário, é um regime letárgico que torna a política completamente sonâmbula e incapaz de agir, cuja face desse regime, projecta uma visão de interesses efémeros, incapazes de garantir ao MPLA uma força duradoura, todavia, é um regime não inclusivo, é um regime separatista, é um regime que fragmentou o MPLA e fez – lo constituído em alas separadas, dentro de uma mesma organização política. O regime de JLO deixará sequelas perigosas no seio do MPLA que terão para muito uma duração de longe. O egoísmo e orgulho insaciáveis são muitos dos tristes fenómenos que apressam a autodestruição do governo de JLO.

A este regime adiciona – se um outro elemento de suficiente relevância, a incompetência da sua burocracia estatal, e os baixíssimos níveis de governabilidade de quantos dirigem o País, o sistema é bastante atrasado no que respeita as promessas eleitorais: 500 mil empregos para juventude que nem de canoa sabem chegar, luz e água para todos os angolanos, que nem no sonho um dia se realizará, melhoria da vida social do angolano com aumento dos níveis de qualidade de vida, que somente os deuses mantêm em segredo, etc, etc (…). No regime de JLO a lei somente serve para os que são pro – eduardistas, a independência dos tribunais e em relação ao poder político, pertence mais ao domínio da ficção que da realidade, a PGR aplica as leis como bem lhe apetece, as deficiências de legitimidade constitucional são gritantes, o Estado é um enclave, dirigido e gerido em absoluto por pessoas próximas a JLO ou seus familiares, além de não projectarem nenhuma Angola risonha, fixam – se apenas na execução de planos e programas de Estado medíocres, são dogmáticos na sua ideologia, sempre prontos a usar da ameaça e da força contra qualquer um que se lhes oponha, o que se exemplifica na brilhante definição do filósofo político M”Bah Abogo, faz de Angola um Estado liberticida e economicamente improdutivo, dotado de uma máquina estatal tendencialmente inapta para cumprir as suas obrigações no que respeita as promessas eleitorais ao povo, enquanto isso, se assiste uma Angola à ser transformada num inferno à céu aberto:

  1. A) fome, aos montes,
  2. B) saúde, sem rumo,
  3. C) educação, sem qualidade,
  4. D) saneamento básico precário,
  5. E) saúde pública ineficaz,
  6. F) qualidade de vida péssima,
  7. G) custo de vida infernal,
  8. H) pobreza, crescente na dimensão de um oceano,
  9. I) desemprego cresce à velocidade da luz,
  10. J) criminalidade crescente como o vento,
  11. K) prostituição cresce e já atinge idades tenras,
  12. L) descontentamento social altíssimo,
  13. M) condições básicas de moradia precária,
  14. N) nível de vida e lazer são autênticos descalabros,
  15. O) luz e água inacessível;
  16. P) rede de esgoto, inexistente,
  17. Q) subsídio de desemprego, inexistente,
  18. R) projectos sociais para as pessoas mais pobres e carenciadas, longe de serem pensados, etc, etc...

JLO prova que é um líder caloiro, que não aprendeu as lições de ser um óptimo governante, o seu governo mantém - se como o feijão numa panela de pressão à cem graus centígrados, é assaz feito de ameaças e exonerações sobre exonerações, sem nunca encontrar solução alguma para problemas que crescem dias - pós - dias em Angola. Nega chamar uma biblioteca móvel como JES para dirigi - lo o caminho, a grandeza de ser o único, pôs - lo orgulhoso e preso num curso que não sabe se auto - dirigir. JLO está hoje, sem rumo, o País ficou só, órfão de um líder, de jure e de facto.

A única solução ao País visa nas ameaças à pessoas que lhe são próximas: marimbondos, traidores da pátria, estragaram o País, vão queimar no fogo, encontramos os cofres vazios, em Angola não há fome, são muitos dos péssimos exemplos do actual Governo.  

Quem destrói José Eduardo dos Santos, destrói de forma reflexa o MPLA, todavia, se JLO teimar em seguir orientações firmadas na perseguição à Eduardo dos Santos e sua clã, o fim do MPLA será inevitável, tão inevitável como o brio forte do sol em tardes cálidas, tão inevitável como o dinamismo da vida crescente perspicaz e damatosos, tão inevitável, como bolor sobre casos perdidos num ermo.

Não podemos deixar de unir a vida do MPLA à de José Eduardo dos Santos, aquela que durante longos anos assumiu o papel de um segundo Pai do MPLA, depois de Viriato da Cruz que o trouxe à face da terra. Caso Lourenço teime em insistir na destruição implacável do homem que deu o último sopro de vida ao MPLA, o MPLA não sobreviverá, nem por um milagre, sequer.

O “posso, sou o único, e mando” de João Lourenço, pode levar o MPLA ao abismo inevitável, introduzindo uma avassaladora ideologia do separatismo político, capaz de tornar o Partido num Partido mendigo e perdido entre vozes arruaceiras. Em contrapartida, João Lourenço, a todos os níveis deve encontrar um equilíbrio (só alcançável com inteligência, moderação e sensibilidade), caso contrário, o precipício não tardará de aparecer. Entre uma fanática defesa das suas ideologias plasmada em extermínio inexorável da figura de Eduardo dos Santos, está além deste, a vida do MPLA, se persistir em correr contra o vento, João Lourenço deixará o Partido em pedaços, incapaz de se levantar, todavia. João Lourenço, deveria saber que para a liderança, é urgente a humildade, saber ouvir opiniões diferentes, estudar alternativas e estratégias de governo, comparar planos e projectos de acção, interpretar as situações evidenciadas e as consequências de certos projectos de governo à serem implantados, agir com prudência, justiça e equidade.

Outra manifestação da debilidade do Governo de JLO é o ter – se convertido aos modos dos jovens dos anos 90, não se importando com as ideias do passado, que preferem a calma e a prudência antes da agressão e a rapidez excessiva. No então, é mister que se acabe com qualquer tipo de enxofre vertido em fogo vivo contra a figura do ex – Presidente para que se saiba defender de uma vez por todas a própria vida do MPLA e do povo angolano.

Bem – haja!

João Henrique Rodilson Hungulo

Nota: Este artigo é de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representa a opinião deste site de notícia

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Last modified on Quinta, 09 Maio 2019 00:39
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