Foi muito interessante ver um debate que aconteceu algures em Luanda entre Adalberto Costa Junior (presidente do grupo parlamentar da UNITA) e Archer Mangueira (ministro das Finanças). A parte que mais retive no debate é a que dá título a esta minha reflexão. Na verdade, é uma pergunta que já levantei noutras reflexões.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância alertou hoje para a "inadequada resposta humanitária" destinada a combater os efeitos da seca no sul de Angola, sinalizada como uma emergência desde janeiro de 2019.

Em Angola hoje, fala – se de valor da vida como um princípio inviolável desde o ponto de vista constitucional, sem mais costume como sendo uma forma fácil de doirar discursos políticos, ao passo que a vida em Angola já deixou de ter alguma dignidade como vida de um ser humano.

A nacionalização não pode ser "a ferro e fogo". É extremamente errada a ideia segundo a qual, por sermos angolanos e estarmos em Angola, as nossas empresas angolanas tenham de ser favorecidas em concursos públicos na disputa directa com empresas estrangeiras.

Por: Carlos Alberto (Cidadão e Jornalista)

Vanguarda previu na sua edição número 92, de 2 de Novembro de 2018, num raio-x feito aos ministros, que o concurso internacional para selecção de um quarto operador privado de telefonia móvel causaria dissabores ao ministro, devido o seu histórico de ausência de disrupção política. E hoje ficou provado.

Por António Pedro*