MPLA mobiliza sociedade para combate à corrupção e impunidade

O MPLA lança, a 20 de Abril próximo, em Luanda, uma campanha de moralização da sociedade e combate à corrupção, bajulação, impunidade e ao nepotismo, que se estenderá em todo o país até 2021.

A campanha vai envolver, para além de militantes do partido no poder em Angola, outros actores políticos do país, membros da sociedade civil, de instituições religiosas e população em geral, informou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, o porta-voz do partido, Paulo Pombolo.

Segundo Paulo Pombolo, que também é o secretário para a Informação do MPLA, a campanha visa, fundamentalmente, promover um processo de educação dos cidadãos, para prevenir futuros casos de corrupção no país.

Para essa campanha, o secretariado do Bureau Político (BP) do MPLA aprovou, como lema central, “Combater a Corrupção, o Nepotismo, a Bajulação e a Impunidade é garantir um futuro melhor e o bem-estar das famílias angolanas”.

Na sua intervenção, o dirigente partidário ressaltou a necessidade de um combate cerrado à esses males “que prejudicam a imagem do país e a economia, e criam dificuldades para as famílias”.

Paulo Pombolo disse ser necessário resgatar os valores morais, cívicos e éticos que a sociedade angolana foi perdendo durante os últimos anos.

Para o acto oficial de lançamento da campanha, foram programadas palestras sobre o papel da família e das organizações da sociedade civil e dos órgãos da administração da Justiça no combate à corrupção, bem como sobre a experiência internacional de combate à corrupção e ao branqueamento de capitais.

O porta-voz do MPLA considerou fundamental a participação da sociedade civil nessa campanha, “já que por via das organizações da sociedade civil, a mensagem poderá chegar a outros cidadãos que não são militantes do nosso partido”.

A par disso, o secretariado do BP do MPLA promove, a partir desta quinta-feira, na cidade do Lubango, província da Huíla, dois actos políticos de massas, com a intervenção da vice-Presidente do Partido, Luísa Damião.

Os actos políticos de massas enquadram-se no lançamento do processo de renovação de mandatos das organizações de base, em todo o país, bem como na aproximação dos órgãos de direcção às estruturas de base do partido. O programa terá sequência noutras regiões do país.

O Presidente do Partido tem orientado, insistentemente, sobre a necessidade de o MPLA se inserir no seio da população. "É, em função dessas orientações, que o secretariado do BP está a desencadear este programa, que inicia hoje (quarta-feira), com a ida do Secretário-Geral do MPLA à Huíla e, quinta-feira, a delegação da vice-Presidente do MPLA", adiantou o porta-voz.

Mais 135 membros para o Comité Central

Refira-se que o MPLA realiza, a 15 de Junho do corrente ano, o seu VII Congresso Extraordinário, no qual serão eleitos mais 135 membros para o Comité Central, que se juntarão aos actuais 363, fruto do alargamento desse órgão, aprovado a 25 de Março deste ano pelo Bureau Político e ratificada pelo Comité Central no dia 29 do mesmo mês.

Segundo Paulo Pombolo, 80 por cento dos militantes que ingressarão, pela primeira vez, no Comité Central serão jovens.

Rate this item
(0 votes)
. .
.
.