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João Lourenço afasta Carlos Saturnino da liderança da petrolífera Sonangol

Post by: 08 Mai, 2019

O Presidente de Angola, João Lourenço, afastou hoje Carlos Saturnino do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, nomeando para as mesmas funções Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, atual administrador da petrolífera estatal angolana.

Carlos Saturnino foi afastado da presidência da petrolífera estatal, esta quarta-feira, pelo presidente angolano João Lourenço. O afastamento do líder da Sonangol é o resultado da falta de combustível que se tem sentido no país, uma circunstância que penaliza o Governo.

Uma nota da Casa Civil acesso explica que "no uso das prerrogativas constitucionais e apoiado na lei de bases do setor empresarial público", o Presidente da República determina a exoneração de Carlos Saturnino e de todos os outros membros do conselho de administração "por conveniência de serviço público".

Na quarta-feira, uma fonte presidencial, citada pela agência Lusa, já havia dito que João Lourenço se encontrava "agastado" com a situação de falta de combsutível. Agora resolveu agir, substituindo Carlos Saturnino por Sebastião Pai Querido Martins que já era administrador da petrolífera.

No passado sábado, 4 de Maio, a Sonangol havia emitido um comunicado onde justificava a escassez de gasolina e de gasóleo com dificuldades no pagamento dos produtos refinados importados em moeda estrangeira, prometendo que, em breve, a situação estaria ultrapassada.

Carlos Saturnino entrou para a liderança da petrolífera em Novembro de 2017, substituindo na altura Isabel dos Santos. Agora é afastado devido à sua aparente incapacidade para lidar com uma situação que desgastou a imagem de João Lourenço e tem provocado grandes constrangimentos económicos em Angola.

Além de Sebastião Pai Querido Martins, que passa a liderar a Sonangol, João Lourenço nomeou para administradores executivos António de Sousa Fernandes, Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel, Jorge Barros Vinha, Josina Mendes Baião, Luís Ferreira do Nascimento José Maria e Osvaldo de Lemos Macaia.

Segundo uma descrição da situação feita ontem pela agência Lusa, apenas uma percentagem reduzida dos milhares de postos de combustíveis existentes em Angola estava a receber combustível, com as centrais elétricas nas províncias do centro e sul do país a encurtarem os períodos de distribuição de energia elétrica, admitindo o risco de "total apagão".

Last modified on Quarta, 08 Mai 2019 20:43
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