Polícias da “Operação Transparência” envolvidos na exploração ilegal de diamantes

O líder do auto-denominado Movimento Protectorado da Lunda-Tchokwé, José Zeca Mutchima denunciou esta quinta-feira, 18, a existência de efectivos da Polícia Nacional destacados na “operação transparência”, na província da Lunda-Norte, que estão empenhados na “exploração ilegal de diamantes” em substituição dos cidadãos garimpeiros.

Recentemente várias cooperativas denunciaram o facto de não estarem a ser licenciados.

De acordo com o activista Zeca Mutchima, essa situação é mais visivel nas localidades de Kapenda-Kamulemba, Lucapa e Kalonda, onde nos últimos dias foram retirados vários garimpeiros supostamente ilegais entre nacionais e estrangeiros: “A operação transparência praticamente desapaceu e agora são os mesmos polícias que quando vãos às matas, expulsam os garimpeiros nacionais e eles próprio fazem o garimpo”, relatou Zeca Mutchima para quem aumentou nos últimos dias o número de estrangeiros na compra de diamantes nas zonas onde são exploradas as pedras preciosas.

Segundo o líder do Protectorado Lunda-Tchokwé, o retorno de um número considerável de estrangeiros mesmo com a “operação transparência” em curso no leste do país, conta com o apadrinhamento dos efectivos da Polícia Nacional, da Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia de Guarda Fronteiras a troco de dinheiro.

Gonçalves Vieira

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Last modified on Quinta, 18 Julho 2019 22:33
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