A defesa do ex-ministro dos Transportes angolano, Augusto Tomás, condenado hoje a 14 anos de prisão, disse que a decisão do tribunal visou apenas "mostrar à sociedade que as coisas mudaram".

O antigo ministro dos Transportes de Angola, Augusto Tomás, foi hoje condenado a 14 anos de prisão maior e 18 meses de multa, o cúmulo jurídico de quatro crimes, incluindo peculato.

O Ministério Público diz, nos actos acusatórios, que o ex-Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, justificou a despesa com o dinheiro do CNC para a criação da empresa Afritaxi com o objectivo de fomentar a actividade de táxi personalizado em Luanda.

O ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos foi citado por dois dos seus antigos colaboradores como tendo autorizado o desvio dos fundos do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) para beneficiar empresas particulares.

O Conselho Nacional de Carregadores (CNC), instituto público tutelado pelo Ministério dos Transportes, aplicou nove milhões e 500 mil dólares norte-americanos para a empresa ASGM e mais de sete milhões para a CIMMA, empresas que nunca renderam lucros ao Estado angolano.

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