Facebook quer tornar a sua câmara na principal plataforma de realidade aumentada

Esse é, disse, o "segundo acto". Agora a empresa de Mark Zuckerberg quer levar a câmara para o próximo nível e, para tal, precisa do contributo dos programadores.

Nos últimos meses, o Facebook tornou proeminente a câmara em todas as suas aplicações - do Instagram ao Messenger, passando pelo WhatsApp e pelo próprio Facebook -, introduzindo simultaneamente ferramentas para os utilizadores partilharem instantaneamente fotos e vídeos com desenhos, máscaras e outros filtros especiais. Isso seria transformado com a adição dos elementos de realidade aumentada. Qualquer utilizador pode criar uma moldura através do upload de uma ou mais ilustrações, e submetê-la para aprovação.

Com o Facebook Spaces, liberado hoje junto com outras ferramentas para desenvolvedores, usuários do aparelho Oculus Rift poderão se conectar em um "locus" da rede social que poderá ser totalmente digital ou baseado em um ambiente físico, como uma sala ou quintal.

A conferência acontece em um período durante o qual o Facebook tem implementado diversos serviços para conquistar mais espaço em um mercado de redes sociais com rivais poderosos como o Snapchat.

E tem mais uma novidade, os efeitos criados poderão ser aproveitados com o futuro óculos de realidade aumentada que será lançado pela empresa. Uma das possibilidades de usar a realidade aumentada em nosso dia a dia, é quando vemos televisão, que poderá ser em uma parede branca, ou ainda, visualizarmos como as mobílias ficarão em um determinado cômodo, antes mesmo de colocá-las no local.

No andar da conferência, nesta quarta-feira (19), Mark Zuckerberg anunciou "Você escutará Regina Dugan comentando alguns dos trabalhos que estamos criando para ir além da realidade aumentada, incluindo o trabalho que envolve as interfaces diretas do cérebro que irão permitir que um dia você se comunique usando a mente". Para tudo isto ser possível, é necessária uma excelente capacidade de localização e posicionamento do lado dos nossos telemóveis para que as animações nos objectos físicos tenham o resultado esperado - isso consegue-se graças a uma tecnologia chamada SLAM (Simultaneous Location And Mapping).

"A sociedade está dividida, e grande parte da solução é social", disse Zuckerberg, que disse acreditar que "o próximo foco (do Facebook) será criar comunidades" para aproximar as pessoas e dar a elas um sentido de propósito.

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Voz de Angola

Manuel Eduardo Futila é jornalista licenciado em Comunicação e relações internacionais é editor da Voz de Angola

Tel: +244930341639   

eduardofutila@vozdeangola.com

 

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