Voz de Angola

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Sou jornalista angolano apaixonado pela política, atualmente trabalhando como editor e Colunista do Jornal Digital Voz de Angola desde janeiro de 2018, escreve sobre os artigos da economia e da politica em geral.

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A empresária angolana diz ser estar a ser vítima de perseguição e não descarta a possibilidade de candidatar-se às eleições presidenciais que se realizam em 2022.

Advogado angolano estranha que tenha sido o Estado a pedir o arresto e acusa o MP de populismo. O processo judicial é um passo “radical” na luta entre facções do poder em Angola. Há quem ache que vem aí uma guerra sem quartel, mas há também quem diga que nada vai acontecer e “ninguém verterá uma lágrima” por Isabel dos Santos?

Isabel dos Santos ameaça expor operações da Sonangol. Manuel Vicente diz que “ninguém sai vencedor” desta guerra iniciada após a saída de José Eduardo dos Santos do poder, há dois anos, a guerra que desde o fim do ano opõe no Tribunal Provincial de Luanda o Presidente João Lourenço à filha do seu antecessor parece configurar a morte anunciada do império de Isabel dos Santos.

Um fim de ano que fica para a história de Angola e novo ano a fervilhar. Antes de janeiro acabar, a PGR angolana avançará com a ação principal contra Isabel dos Santos ou o arresto decretado pelo Tribunal Provincial de Luanda (TPL) extingue-se, garantem fontes jurídicas locais. Só no âmbito da ação, haverá acusação e defesa formais e decisões finais, mas os ventos não favorecem a empresária. Angola está determinada em mostrar uma nova normalidade e se agora reclama mil milhões - que Isabel dos Santos nega ter recebido - relativos ao financiamento da compra das empresas enquanto Eduardo dos Santos era presidente, outras exigências virão, por exemplo sobre mais-valias delas obtidas.

O Banco de Portugal abriu no final de 2019 uma inspeção por branqueamento de capitais ao Eurobic, avança a TVI. Esta inspeção segue-se a outra realizada em 2015, que determinou a recomendação de mecanismos que agora estão a ser verificados.

No princípio de dezembro, o FMI anunciou que tinha aprovado a segunda etapa do PFI, e alertou que “a dívida de Angola permanece sustentável, mas o rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto aumentou substancialmente, e os já de si elevados riscos subiram ainda mais”.

Isabel dos Santos diz que acredita no seu país, mas é fora dele que está a resguardar a sua fortuna. A empresária mudou de residência para o Dubai e passou a assumir cidadania russa, segundos os documentos depositados no registo comercial de Malta a que o Expresso teve acesso.

Ricardo Soares de Oliveira, professor em Oxford e autor do livro Magnífica e Miserável: Angola desde a Guerra Civil, considera que o arresto de bens de Isabel dos Santos, acusada de ter lesado o Estado angolano em 1,13 mil milhões de dólares, mostra uma «radicalização da ofensiva» contra o ex-presidente, José Eduardo dos Santos, e a sua família.

A direcção da Cidade da China, zona comercial localizada no município de Viana, em Luanda, referiu hoje (sexta-feira) que o dinheiro falso encontrado dentro da instituição comercial pertencia ao proprietário da empresa denominada "Comida de Tai Wan".

Isabel dos Santos defende que o arresto dos seus ativos decretado a 30 de dezembro pelo Tribunal de Luanda a impede “de gerir e de recapitalizar” as suas empresas e, como tal, estas “foram condenadas à morte”.

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