A UNITA, maior partido da oposição, anunciou esta Quinta-feira que apresentou queixa-crime contra as chefias policiais e o governador da província do Uíge, pelo alegado ataque aos seus militantes, a 8 de Agosto.
A Polícia Nacional criticou, esta Quinta-feira, as tentativas deliberadas de formações políticas e organizações da sociedade civil de descredibilização da sua imagem e reputação institucional, na sequência do incidente registado com a UNITA, na província do Uíge.
O lider do grupo parlamentar do MPLA, partido maioritário, considerou hoje que a Polícia Nacional angolana teve de agir para impor a ordem, durante uma iniciativa política que militantes da UNITA, oposição, pretendiam realizar na província do Uije.
O parlamento angolano reprovou hoje o pedido do grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição, de um voto de protesto contra o incidente no sábado, na província Uíje, contra os seus militantes e que afetou também deputados.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu a responsabilização dos envolvidos nos incidentes registados no último fim-de-semana na província do Uíge, que provocaram pelo menos 31 feridos, dez dos quais em estado grave.
Analistas angolanos consideraram reprovável a intervenção violenta da polícia junto à sede da UNITA, sábado, na província do Uije, ato que, disseram em declarações à Lusa, põe em causa a cultura democrática que o país vem a consolidar.
A polícia angolana disse hoje que usou força moderada, meios não letais, para dispersar manifestantes, do partido UNITA, que, no sábado, se juntaram na província do Uíje para realizarem um ato político, não havendo danos humanos graves.
O antigo primeiro-ministro de Angola e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, criticou a forma como, segundo considera, alguns sectores políticos do país continuam a encarar a disputa pelo poder, acusando-os de alimentar uma espécie de “xenofobia política” que, na sua perspectiva, ultrapassa as fronteiras partidárias e se manifesta também no interior do próprio MPLA.
O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) condenou hoje, em Luanda, os acontecimentos no Uije, referindo-se à intervenção da polícia junto à sede da UNITA, manifestando preocupação com a intolerância política no país.
O PRA JA Servir Angola manifestou hoje “total solidariedade” à UNITA e considerou preocupante a atuação da polícia no Uíge, que no sábado impediu um comício do maior partido da oposição em homenagem ao fundador Jonas Savimbi.