Num índice de percepção de corrupção em que Moçambique e Guiné-Bissau são os que pior ficam na fotografia entre os países lusófonos, da Transparência Internacional 2025, Angola não avança nem recua, mantendo a posição de 2024.
O Ministério do Interior admite ter à disposição um observatório que se tem encarregado de registar preocupações relativas à extorsão e corrupção praticadas por alguns efectivos. O inspector-geral do MININT, Rui de Oliveira Gomes, revelou, recentemente, em declarações à imprensa, à margem do simpósio regional sobre ética institucional, haver muitos clamores da população sobre extorsão e corrupção, práticas as quais qualifica de práticas indecorosas.
O Tribunal da Comarca do Huambo terminou, esta terça-feira, a audição dos cinco co-arguidos do caso “Restos a pagar”, acusados de defraudar o Estado em mais de um bilião de Kwanzas.
O Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos demitiu, pela prática de actos de corrupção e de improbidade lesivas ao Estado, sete (7) funcionários do Cartório Notarial de Viana, em Luanda.
Um relatório confidencial revela que César Armando Eusébio de Sousa, marido da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, terá sido peça-chave na contratação da empresa portuguesa INFORMANTEM (atualmente BRAVANTIC) pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), em um negócio classificado como um dos maiores riscos financeiros e de segurança nacional já assumidos pelo banco público.
O Banco de Exportação-Importação dos Estados Unidos está a ser analisado por causa de uma doação de 2,5 mil milhões de dólares para o desenvolvimento de energia verde em Angola, que beneficia empresas estrangeiras com ligações à China e ao presidente angolano, apesar de o banco afirmar que irá apoiar milhares de empregos americanos.
O Banco Nacional de Angola (BNA) afasta o envolvimento em práticas ilícitas apontadas à Boston Consulting Group, Inc. (BCG). Num comunicado, em reacção às recentes notícias que envolvem a BCG e as investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), o Banco Central angolano esclarece que não esteve envolvido em quaisquer actividades ilícitas relacionadas aos contratos celebrados com a referida empresa de consultoria.
A Boston Consulting Group (BCG) dos Estados Unidos admitiu que pagou subornos para conseguir negócios em Angola, tendo acordado com o Departamento de Justiça dos EUA restituir 14,4 milhões de dólares (12,8 milhões de euros) em lucros.
A moradia de luxo de ministro das Finanças do Congo, Gilbert Ondongo, localizada na Quinta da Marinha, onde em 2016 foram encontrados três milhões de euros e três milhões de dólares em notas, foi apreendida na operação Rota do Atlântico, que levou à detenção dos empresários José Veiga e Paulo Santana Lopes.
O Governo angolano aprovou recentemente a denominada Estratégia Nacional de Prevenção e Repressão da Corrupção, descrita como um instrumento de prevenção, deteção e repressão da corrupção e criminalidade conexa, tendo em vista à boa governação, o reforço da confiança dos cidadãos nas instituições públicas e privadas, bem como a adopção de boas práticas administrativas.