O Chefe do Executivo angolano fez essa afirmação num encontro na cidade de Moçamedes com a classe empresarial do Namibe, no quadro da vista de dois dias que realiza a essa região do país.
“Estávamos à beira de um colapso. As nossas reservas internacionais líquidas estavam a decair de forma vertiginosa”, elucidou.
Nenhum Estado, prosseguiu o Presidente, com responsabilidade pode olhar impavidamente para essa queda vertiginosa das reservas e ficar de braços cruzados.
Segundo João Lourenço, o Executivo por si liderado, tomou essa medida para melhorar a situação económica do país num futuro breve.
A medida visou “proteger, sobretudo, da grande corrosão a que estavam sujeitas as nossas reservas internacionais líquidas”, ressaltou durante a intervenção de 23 minutos.
O Chefe de Estado informou que em pouco mais de um mês, após a opção pelo câmbio flutuante, foi possível estancar a tendência corrosiva das reservas internacionais líquidas.
Quanto ao preço do barril do petróleo, principal produto de exportação do país, no mercado internacional, o Presidente considera que há ligeiras melhorias e alerta que isso não deve nos iludir.
“Não nos devemos iludir com isso. Não vai subir muito mais porque a oferta de petróleo no mundo tende a aumentar. A salvação é diversificar a nossa economia”.
No “capitulo” descentralização e desconcentração do poder, o Presidente prometeu para breve subdividir o centro de decisões, actualmente em Luanda.
Para o presidente da República, não é possível esse único centro de decisões resolver com sucesso para todos os problemas do país.
“Temos que desconcentrar o mais rápido que pudermos”, alertou.
Considera fundamental dar maior poder de decisão às províncias e sobretudo aos municípios.
Entende que é necessário confiar nas pessoas e passar para a desconcentração.
No entanto alerta que quem no exercício das suas funções não agir de boa fé, deverá prestar contas.