O líder da UNITA disse que vai levar o pacto de estabilidade que apresentou esta Terça-feira ao Presidente da República à Assembleia Nacional, depois de João Lourenço ter rejeitado a iniciativa, lamentando a falta de consensos.
O lider da UNITA, maior partido da oposição angolana, defendeu hoje o debate sobre a alternância, através do pacto de estabilidade, para "retirar os medos que ainda existem na sociedade" sobre os riscos do pós-eleitoral.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu esta terça-feira, em audiência, o líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, para analisar a proposta denominada “Pacto de Estabilidade Democrática”, apresentada pelo maior partido da oposição angolana.
O MPLA, partido no poder em Angola, justificou hoje que rejeitou o voto de protesto contra o assassínio de 16 idosas camponesas e a detenção de deputados no Cuanza Norte porque a UNITA (oposição) pretendia “criar factos políticos”.
A UNITA (oposição angolana) manifestou hoje "profunda indignação" pelo voto contra do MPLA, partido no poder, aos requerimentos de repúdio a mortes de 16 idosas na província angolana do Cuanza Norte e pela "detenção ilegal" de dois deputados.
A UNITA, maior partido da oposição, apelou hoje ao MPLA, partido no poder, e ao seu presidente, João Lourenço, que “abandonem a linguagem do ódio, da intolerância e da diabolização de quem pensa diferente”.
O MPLA, no poder em Angola, acusou hoje a UNITA de “oposição recauchutada”, que usa o parlamento como palco de ativismo político em busca de seguidores nas redes sociais, através de “disseminação de inverdades e de discursos enganadores”.
O MPLA, partido do poder em Angola, e a UNITA, principal força da oposição, vão mobilizar os seus militantes e apoiantes com marchas e comícios, previstos para hoje, em Luanda e noutras províncias angolanas.
Quase um ano depois das eleições gerais em Angola, que voltaram a dar a vitória ao MPLA, o partido do poder e o seu principal adversário, UNITA, mobilizam-se em marchas e comícios para mostrar a sua popularidade e apoio às lideranças.
Deputados da oposição e analistas políticos angolanos manifestam dúvidas que a UNITA consiga o apoio necessário para destituir o Presidente João Lourenço como anunciou num comunicado que levou o MPLA a acusar o partido do “galo negro” de querer obter o poder por meios ilegais.