Augusto Tomás disse que criou Afritaxi para fomentar a actividade de táxi personalizado

O Ministério Público diz, nos actos acusatórios, que o ex-Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, justificou a despesa com o dinheiro do CNC para a criação da empresa Afritaxi com o objectivo de fomentar a actividade de táxi personalizado em Luanda.

O Ministério Público diz que o ex-Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, sabia de tudo sobre o CNC, uma vez que um ministro, tão logo toma posse, toma conhecimento sobre todas as instituições de tutela, quanto mais sobre o Conselho Nacional de Carregadores, que movimenta milhões em dinheiro.

O julgamento, que teve início a 31 de maio deste ano, tem como réus Augusto Tomás, que foi ministro dos Transportes angolano entre 2008-2017, o único que se encontra em prisão preventiva, desde setembro de 2018, e Manuel Paulo, Isabel Bragança, Rui Moita e Eurico da Silva, todos antigos administradores do CNC.

Os arguidos estão acusados dos crimes de peculato, associação criminosa, abuso de poder, violação das normas de execução do plano do orçamento, participação económica em negócio, branqueamento de capitais, recebimento indevido de vantagem e compulsão.

Segundo a acusação, os réus têm como responsabilidade solidária a apropriação de 507.344 dólares (454 mil euros) e outros 3.444.466 euros.

Nas alegações finais, o Ministério Público manteve a acusação e pediu a condenação dos cinco réus, enquanto a defesa requereu a absolvição por falta de provas.

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