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PR anuncia contribuição financeira de Angola para a organização das primeiras-damas africanas

Post by: 30 Julho, 2026
PR anuncia contribuição financeira de Angola para a organização das primeiras-damas africanas

Angola vai prestar uma contribuição financeira à Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), anunciou hoje o Presidente angolano, em Luanda, na cerimónia de lançamento da campanha "Construir Resiliência", sem revelar o montante.

João Lourenço sublinhou que Angola quer associar-se aos esforços coletivos de mobilização de recursos, integrando o conjunto das contribuições financeiras destinadas a apoiar a implementação das iniciativas e ações da OAFLAD, no âmbito da campanha "Construir a Resiliência das Mulheres e Raparigas face às Alterações Climáticas e aos Conflitos".

"Angola vai prestar uma contribuição financeira, num valor já comunicado à presidência da organização, destinada a apoiar a execução das iniciativas e atividades previstas no quadro da anunciada campanha", declarou o chefe do executivo angolano, reafirmando o compromisso com a promoção da resiliência, proteção e empoderamento das mulheres e raparigas africanas.

Para João Lourenço, só através de uma ação conjunta e solidária "será possível construírem-se comunidades mais resilientes, sociedades mais justas e um continente onde todas as mulheres e raparigas possam desenvolver integralmente o seu potencial e contribuir para o desenvolvimento sustentável de África.

O evento decorreu hoje em Luanda na presença da presidente da OAFLAD, Fátima Maada Bio, primeira-dama da Serra Leoa, e da vice-presidente, Ana Dias Lourenço, primeira-dama de Angola, além de outras primeiras-damas do continente e de convidados.

A OAFLAD foi criada em 2002, inicialmente com a designação de Organização das Primeiras-Damas Africanas contra o VIH/Sida (OAFLA), por 37 primeiras-damas do continente, sendo o seu foco inicial a luta contra o VIH/sida e a saúde materno-infantil.

Atualmente, a organização reúne as primeiras-damas dos Estados-membros da União Africana e funciona como uma plataforma de advocacia, que visa usar a posição das primeiras-damas para defender políticas de acesso à saúde e leis de empoderamento das mulheres e dos jovens, através da mobilização de recursos e do desenvolvimento de parcerias.

Fátima Maada Bio e Ana Dias Lourenço foram eleitas para a liderança da OAFLAD, que integra as primeiras-damas de países como a Etiópia, Maláui, Quénia, Guiné Equatorial, Congo e a Nigéria, no mandato 2025-2027.

No discurso, João Lourenço elogiou o trabalho da organização, que considerou ter prestado, nas últimas duas décadas, um contributo essencial para a construção de uma África "mais justa, inclusiva, sustentável e resiliente".

Defendeu ainda que a construção de uma paz sustentável em África exige a participação plena das mulheres em todas as fases dos processos de paz, por serem "pilares fundamentais na prevenção, na resolução dos conflitos e no desenvolvimento do continente".

Por outro lado, apelou aos governos africanos que contem com a OAFLAD como parceira na superação de desafios como a luta contra a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce das raparigas, e sublinhou o papel das mulheres do meio rural, defendendo maior acesso a recursos produtivos, financiamento e políticas de adaptação climática.

João Lourenço aproveitou também para realçar iniciativas diplomáticas de Angola em prol da paz, entre as quais a recente Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, realizada em Luanda, e o 4.º Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, a "Bienal de Luanda", agendado para outubro.

Ao nível dos projetos, a OAFLAD desenvolve campanhas nas áreas da saúde, da educação, da igualdade de género e do empoderamento das mulheres e raparigas. Entre as iniciativas está a campanha "Somos Todos Iguais", centrada na igualdade de género e no combate à violência contra crianças e jovens, e a campanha "Construir Resiliência", agora lançada em Luanda e orientada para a proteção das mulheres e raparigas face às alterações climáticas e aos conflitos.

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