TAAG abre investigação interna após incidente envolvendo saída não declarada de moeda estrangeira

Post by: 08 Mai, 2026

A TAAG Angola Airlines anunciou, esta sexta-feira, a abertura de uma investigação interna na sequência da apreensão de 39.515 euros envolvendo uma funcionária da companhia, durante uma operação de controlo realizada no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, na província do Icolo e Bengo.

Em comunicado de imprensa, a transportadora aérea nacional esclareceu que o incidente ocorreu no passado dia 5 de Maio de 2026, durante o embarque do voo DT650 com destino a Lisboa, Portugal.

De acordo com informações avançadas pelas autoridades, a funcionária da companhia foi interceptada durante os procedimentos de controlo de passageiros numa operação conjunta conduzida por efectivos da Administração Geral Tributária (AGT), Polícia Fiscal e Administração Tributária Operacional (ATO).

As autoridades suspeitam que a colaboradora tentava embarcar para Lisboa transportando 39.515 euros não declarados, valor que ultrapassa significativamente o limite legal permitido para saída de moeda estrangeira sem declaração formal.

Segundo as mesmas informações, a funcionária terá despertado suspeitas durante uma acção de controlo de rotina, levando os agentes a efectuarem uma inspecção mais detalhada.

Durante a verificação, os efectivos encontraram alegadamente 23.515 euros ocultos junto ao corpo da funcionária, além de outros 16 mil euros acondicionados em dois envelopes transportados na bagagem de mão.

O montante apreendido ultrapassa em quase quatro vezes o limite estabelecido pelo Banco Nacional de Angola para transporte de moeda estrangeira sem declaração obrigatória.

Nos termos do Aviso n.º 06/2022 do Banco Nacional de Angola, residentes cambiais podem transportar até 10 mil dólares norte-americanos, ou o equivalente em moeda estrangeira, sem necessidade de autorização prévia. Valores superiores exigem documentação comprovativa e autorização das autoridades competentes.

As autoridades admitem que os factos possam configurar crimes de fraude fiscal e transporte ilícito de divisas para o exterior, infracções previstas na legislação tributária e penal angolana.

O processo encontra-se actualmente em fase de instrução e poderá ser remetido ao Ministério Público nos próximos dias.

Entretanto, a TAAG reafirmou o compromisso institucional com os princípios de ética, integridade e conformidade legal, assegurando total colaboração com as autoridades no esclarecimento do caso.

O episódio surge numa altura em que Angola reforça os mecanismos de controlo financeiro e cambial nos principais pontos de entrada e saída do país, no âmbito dos esforços para sair da chamada “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), organismo responsável pelo combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

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Last modified on Sábado, 09 Mai 2026 13:22
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