À estes actos de intolerância política no Monte Belo, somam-se outros na Kapupa (Benguela), na Província da Lunda Sul e Huambo. Neste três últimos casos, responsáveis partidários opostos ao da situação, foram ameaçados na sua integridade física.
É outrossim, preocupante quando as autoridades locais e provinciais da administração do Estado, apoiam e protegem os protagonistas destes actos criminosos. A situação torna-se mais grave ainda, pelo facto da Polícia Nacional ter participado nestas actividades como protetores e coparticipantes, segundo as vítimas.
Estes actos criminosos, promovidos pelo partido no poder, constituem tripla negação e violação: violação da Constituição da República de Angola, violação do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (ratificado por Angola) e finalmente, representa a negação da ética política mínima.
Mesmo não acreditando que se fará justiça, diante destes acontecimentos, a FoA recomenda que se faça justiça. Tal deverá começar com a abertura de investigação por parte da PGR, uma vez que estamos perante indícios de crimes públicos. Para os quais, a lei obriga o Ministério Pública a actuar.
Washington, 25 de Setembro de 20017
Florindo Chivucute
Director Executivo
Friend of Angola
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