O empresário angolano, Eugénio Neto admitiu hoje ter constituído, a pedido da família do antigo presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA) Álvaro Sobrinho, uma empresa que, para o Ministério Público, foi usada para desviar dinheiro da instituição financeira.
Um empresário angolano a cujas sociedades o Banco Espírito Santo Angola (BESA) terá emprestado 1,5 mil milhões de dólares disse hoje, em tribunal, que os financiamentos visaram a compra de terrenos em Angola, simultaneamente dados como garantia.
O antigo presidente do BES Angola não tem nacionalidade portuguesa há 40 anos, mas continuou a usar os documentos portugueses até este ano. Há três meses que está em Angola, país que pode agora recusar extraditá-lo.
O ex-presidente do BESA Angola foi acusado de um crime de branqueamento agravado. Segundo o Ministério Púbilco (MP), Álvaro Sobrinho transferiu ilicitamente 20 millhões de euros do BESA para a SAD leonina, verba que foi depois convertida em ações para encobrir o seu rasto, deixando Sobrinho com 29.85% da Sporting SAD.
O Ministério Público de Portugal pediu, esta segunda-feira, que sejam julgados Ricardo Salgado, o ex-presidente do BES Angola, Álvaro Sobrinho, e os outros arguidos do processo que investigou o desvio de dinheiro do banco angolano para fins pessoais, com prejuízo para o BES em Portugal.
Fundo de Resolução ficaria com eventuais ganhos do Banco Económico no caso de o Novo Banco recuperar acima da imparidade. Regulador angolano dificultou. Caso ganha contornos diplomáticos
Documentação enviada para a CPI do Novo Banco revela que Rui Guerra terá prestado falsas declarações em 2015 sobre a garantia de Angola cedida ao BES e pode ser relevante para processos pendentes.
O Fundo de Resolução e o Novo Banco acordaram que caso haja recuperações no crédito sobre o Banco Económico, que sucedeu ao BES Angola, esse valor reverterá para o fundo, revelou hoje o seu secretário-geral, João Freitas.
Criado em 2008, o Banque Espírito Santo Congo teve entre os seus primeiros acionistas Álvaro Sobrinho, Hélder Bataglia e o BES Angola, sobre o qual Rui Pinto diz ter informações que podem ser úteis à comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco. O discreto banco congolês conservou a marca Espírito Santo até bem depois da queda do BES
O Banco de Portugal (BdP) considera que a auditora KPMG "tinha plena consciência" desde 2011 da pouca informação sobre o BESA, o que deveria levar a reservas nas contas consolidadas ao BES, segundo uma carta consultada pela Lusa.