Curioso sempre que me cruzo com alguém recém -chegado de Angola, a primeira impressão que tenho é que estou diante de mais um (doente) pois grande parte aparentam um aspeto estranho, estressados, cansados, desgastados, se coçando com frequência quando não cuspindo no chão.

Numa marcação homem a homem, João Lourenço apresentou-se em Portugal como o Presidente anti-Dos Santos. Na substância, no estilo e na forma.

Não gostei nada da forma como foi tratado o discurso de Isaías Samakuva, líder da oposição, em relação à sua apreciação do discurso sobre o Estado da Nação de João Lourenço, Presidente da República e titular único do Executivo, nos termos da constituição vigente.

O modelo dos Santos como pilar central na construção do sentido estado – nação angolana, está ali, transparente como a água, à vista de todos nós. À mercê de teorias geoestratégicas, o Excelentíssimo Senhor Eng. JES se constituiu na estrutura central para iluminar projectos políticos que permitiram o abrir de portas para a paz definitiva.

A batalha de Cuito Cuanavale, foi a maior batalha em África até ao momento, uma batalha onde estavam inseridas a acção das superpotências Universais na altura, essa batalha tem uma magnitude que supera todos os confrontos ocorridos em Angola e na África até aos nossos dias, tendo ocorrida entre 15 de novembro de 1987 e 23 de março de 1988.