Numa publicação acompanhada por uma fotografia do antigo Presidente, Higino Carneiro expressou a sua gratidão e sublinhou o impacto duradouro de Eduardo dos Santos na sua própria trajetória e na história recente do país.
O Legado do «Arquitecto da Paz»
Na sua mensagem, o pré-candidato do MPLA destacou a dupla importância do dia 8 de julho, ligando o seu percurso pessoal ao simbolismo da data:
«Hoje, 8 de Julho, elevo a minha gratidão a Deus Todo-Poderoso pelo dom da vida e pelas oportunidades que me tem concedido para servir Angola e os angolanos. Esta data tem, para mim, um significado ainda mais profundo, por assinalar o quarto aniversário do falecimento do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, meu mentor político e uma das mais notáveis referências da história contemporânea de Angola.»
O antigo governante e oficial general não poupou elogios à figura histórica de Dos Santos, recorrendo ao título pelo qual o ex-Presidente ficou amplamente conhecido após o fim da guerra civil em 2002:
«Neste dia, presto a minha sentida homenagem ao Arquitecto da Paz e da Reconciliação Nacional. A sua visão, liderança e dedicação à causa nacional deixaram um legado indelével, que continua a inspirar todos aqueles que acreditam numa Angola unida, estável e próspera.»
Higino Carneiro concluiu a nota com votos de que os valores defendidos pelo antigo líder continuem a guiar as futuras gerações, encerrando com a palavra de contornos bíblicos «Ebenezer» — uma expressão que evoca a gratidão pela ajuda divina até ao momento presente.
Repercussões Políticas
A partilha surge num momento de particular relevância política para Higino Carneiro, que tem vindo a posicionar-se ativamente no xadrez interno do partido no poder. Ao reivindicar o legado de José Eduardo dos Santos e ao assumi-lo claramente como o seu «mentor político», o general na reforma sinaliza uma clara ponte de continuidade com o passado do MPLA, procurando captar a simpatia das alas mais saudosistas e tradicionais do partido.
José Eduardo dos Santos faleceu a 8 de julho de 2022, em Barcelona, deixando uma marca incontornável — e simultaneamente debatida — na história política, económica e social de Angola.





