A UNITA, principal partido da oposição angolana, manifestou hoje preocupação com as greves de várias classes profissionais, pedindo mais atenção do executivo para os problemas dos trabalhadores
Os enfermeiros angolanos vão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, por não terem sido atendidas as suas reivindicações pela entidade patronal, anunciou hoje o sindicato nacional desses profissionais de saúde.
A greve de professores universitários angolanos foi hoje suspensa até fevereiro de 2023, altura em que será retomada a paralisação caso não haja resposta das reivindicações, informou o sindicato.
O Conselho Nacional do Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) de Angola anunciou hoje que vai retomar a greve suspensa a 24 de abril de 2021, com início a 23 de novembro, caso as suas reivindicações não sejam atendidas.
Trabalhadores da Angola Telecom, estatal angolana de telecomunicações, queixam-se de “impedimentos” para aceder à empresa e de “despedimentos ilegais”, após suspenderem a greve que durou quase 100 dias, e falam em “retaliação” do empregador, disse hoje fonte sindical.
Professores universitários angolanos decidiram hoje interromper a greve, que dura desde 03 de janeiro passado, até outubro próximo, “a pedido dos bispos católicos, que reconhecem a razão dos professores e recomendam ao Governo a resolver o problema”.
Os médicos angolanos suspenderam, por um mês, a greve que durava desde 21 de março, devido à elevada mortalidade registada nos hospitais e acusam o Governo de ter iniciado “uma caça às bruxas”.
O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA) apresentou uma queixa-crime contra cinco altos dirigentes do setor da saúde, incluindo o secretário de Estado da Saúde Pública e Hospitalar e diretores de hospitais por porem em causa o direito à greve.
Funcionários judiciais do Tribunal Supremo angolano lamentam que uma semana após a retoma dos trabalhos, depois de 15 dias de paralisação, não tenham qualquer resposta da entidade patronal às suas reivindicações, disse hoje à Lusa de fonte sindical.
O Ministério do Ensino Superior angolano anunciou que os estudantes perderam 14 semanas letivas, em consequência da greve dos professores, suspensa após três meses de paralisação, e espera que as divergências com os docentes possam ser dirimidas.